Educação Popular e agroecologia na perspectiva da formação de educadoras e educadores do campo
DOI:
10.37618/PARADIGMA.1011-2251.2026.e2026026.id1807Palabras clave:
Agroecologia; Educação do Campo; Educação Popular; FormacampoResumen
Contexto: Nesse texto buscamos pontuar algumas questões históricas da Educação Popular (EP) e sua relação com a Agroecologia e da Educação do Campo, e tem como objetivo observar a relevância no contexto atual das políticas educacionais homogeneizadoras pelo modo de produção capitalista e de exploração da classe trabalhadora. A justificativa apresenta como aporte teórico utilizado para fundamentar as discussões está pautado no materialismo histórico dialético, e a metodologia teve dados coletados por meio de análise documental e questionátio de perguntas abertas e fechadas elaborado no Google Forms. Os sujeitos participantes da pesquisa foram professores, coordenadores e gestores das escolas do campo na Bahia/Brasil, e os resultados no referencial teórico consultado demonstrou que no contexto da América Latina, a Educação Popular emergiu como uma resposta às condições de opressão e desigualdade que eram perpetuadas pelos processos de colonização e pelos governos autoritários. Ela se tornou uma ferramenta fundamental para o fortalecimento dos movimentos sociais e para a construção de uma sociedade mais justa e democrática, inclusive em suas manifestações atuais como bandeiras de movimentos sociais a exemplo do Movimento Sem Terra (MST) e La Via Campesina. Desse contexto de lutas contra-hegemônicas, surge a Educação do Campo, a qual traz a agroecología como elemento fundamental a ser utilizado no currículo escolar, para construir soberanía alimentar, produção de alimentos saudáveis, respeito à cultura e identidade dos camponeses. Os dados coletados no questionário evidenciaram que a agroecología ainda não está presente nos currículos de todas escolas, assim como, os cursos de formação docente não têm oferecido essa temática como componente curricular. Destacamos que a interlocução entre a Agroecologia, a Educação Popular e a Educação do Campo, constituem fundamentos necessários para uma formação omnilateral, que contribui para o processo formativo fundamentalmente emancipatório dos camponeses.Descargas
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