Discussões sobre educação inclusiva na aula de matemática: analisando um recurso utilizado em uma escola pública brasileira
DOI:
10.37618/PARADIGMA.1011-2251.2026.e2026004.id1823Keywords:
Educação Matemática. Geometria. Inclusão. Material digital. Pesquisa documental.Abstract
Contexto: O artigo se ocupa especificamente com o ensino de geometria, assim como suas particularidades em uma escola pública do estado de São Paulo (Brasil), a fim de responder a seguinte pergunta: como a educação inclusiva é abordada no material pedagógico utilizado pelo professor de matemática em uma escola pública do estado de São Paulo, o estado mais populoso do Brasil? Objetivo: Tem como objetivo compartilhar um estudo realizado no âmbito de uma pesquisa-ação envolvendo a discussão de recursos utilizados por professores nas aulas de matemática. Justificativa: A justificativa se concentra na evolução histórica das discussões sobre educação inclusiva no cenário internacional, com a identificação de momentos distintos. Metodologia: Segue uma abordagem qualitativa de pesquisa, do tipo descritiva-exploratória, assumindo como dados documentos visuais utilizados como material pedagógico disponibilizado pela Secretaria da Educação para as escolas públicas do estado de São Paulo (Brasil). Resultados: Conclui que o professor de matemática pode se ver diante de um dilema ético ao manusear um material que trata o conhecimento como algo puramente técnico e despersonalizado, já que existem lacunas na orientação fornecida pela equipe administrativa quanto ao uso a partir de uma perspectiva inclusiva. Reflexões Gerais: Uma Educação Matemática que pretenda ser verdadeiramente transformadora precisa romper com a lógica da entrega fria de conteúdo, integrando o olhar para as vulnerabilidades humanas como o primeiro passo para qualquer construção de saber, e a interseccionalidade possibilita esse tipo de discussão. Prospectiva: O estudo é limitado, já que não apresenta a triangulação da pesquisa documental com dados extraídos quando a aula é conduzida pelos professores de matemática, no entanto, futuros estudos, podem superar essa limitação apresentando discussões envolvendo um maior número de escolas participantes.Downloads
References
Barbosa, D. S., Fialho, L. M. F., & Machado, C. J. S. (2018). Educação inclusiva: aspectos históricos, políticos e ideológicos da sua constituição no cenário internacional. Revista Actualidades Investigativas en Educación, 18(2), pp. 1-20.
Barros, R. C. P., & Pavanello, R. M. (2022). Relações entre figuras geométricas planas e espaciais no ensino fundamental: o que diz a BNCC? JIEEM, 15(1), pp. 11–19.
Bergamo, T., & Santos, L. A. O. (2025). Governamentalidade e educação inclusiva em tempos neoliberais. Albuquerque: Revista de Estudos Culturais, 17(33), pp. 83-103.
Both, E. L., Maschio, L. C., & Pertile, K. P. (2024). O estudo de inequações no plano no ensino médio: uma proposta de ensino utilizando GeoGebra. REMAT: Revista Eletrônica da Matemática, 11.
Brasil. (1961). Lei nº 4.024, de 20 de dezembro de 1961. Fixa as Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Diário Oficial da União.
Brasil. (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. Diário Oficial da União.
Brasil. (2003). Lei nº 10.639, de 9 de janeiro de 2003. Altera a Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática "História e Cultura Afro-Brasileira", e dá outras providências. Diário Oficial da União.
Brasil. Ministério da Educação. (2008). Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva. Secretaria de Educação Especial.
Brasil. Ministério da Educação. Conselho Nacional de Educação. (2009). Resolução nº 4, de 2 de outubro de 2009. Institui Diretrizes Operacionais para o Atendimento Educacional Especializado na Educação Básica, modalidade Educação Especial. Secretaria de Educação Especial.
Brasil. (2010). Lei nº 12.288, de 20 de julho de 2010. Institui o Estatuto da Igualdade Racial; altera as Leis nos 7.716, de 5 de janeiro de 1989, 9.029, de 13 de abril de 1995, 7.347, de 24 de julho de 1985, e 10.678, de 23 de maio de 2003. Diário Oficial da União.
Brasil. (2011). Decreto nº 7.611, de 17 de novembro de 2011. Dispõe sobre a educação especial, o atendimento educacional especializado e dá outras providências. Diário Oficial da União.
Brasil. Ministério da Educação. (2018). Base Nacional Comum Curricular. Secretaria de Educação Básica.
Caldatto, M. E., & Pavanello, R. M. (2015). Um panorama histórico do ensino de geometria no Brasil: de 1500 até os dias atuais. Quadrante, 24(1), pp. 103-128.
Collins, P. H., & Bilge, S. (2021). Interseccionalidade. Boitempo.
Costa, A. P., & Santos, M. R. (2020). O pensamento geométrico na licenciatura em Matemática: uma análise à luz de Duval e Van-Hiele. Educação Matemática Debate, 4(10), pp. 1–20.
Costa, A. P. (2020). A Geometria na educação básica: um panorama sobre o seu ensino no Brasil. Revista Educação Matemática em Foco, 9(1), pp.128-152.
Crenshaw, K. (2002). Documento para o Encontro de Especialistas em Aspectos da Discriminação Racial Relativos ao Gênero. Revista Estudos Feministas, 10(1), pp. 171-188.
Custódio, E. S., & Pontes, J. S. (2026). Ensino da geometria com materiais alternativos: uma proposta prática nos anos finais do ensino fundamental. Paradigma, 47(1), pp. 1-23.
Figueiredo, R. M. E., Ortega, F. R., Diello, M. L., & Silva, E. F. (2022). Educação inclusiva na perspectiva da interseccionalidade: trilhando um caminho anticapacitista. Psicologia: Ciência e Profissão, 45(2), pp. 1-14.
Fonseca, M. C. F. R., Lopes, M. P., Barbosa, M. G. G., Gomes, M. L. M., & Dayrell, M. M. M. S. S. (2011). O ensino de geometria na escola fundamental: três questões para a formação do professor dos ciclos iniciais. 3. ed. Belo Horizonte: Autêntica Editora.
Gesser, M., Block, P., & Mello, A. G. (2020). Estudos da deficiência: interseccionalidade, anticapacitismo e emancipação social. In M. Gesser, P. Block & P. H. Lopes (Orgs.), Estudos da deficiência: Anticapacitismo e emancipação social (pp. 17-35). CRV.
Góes, H. C., Nogueira, C. M. I., & Góes, A. R. T. (2025). Formação docente para uma educação matemática inclusiva: diálogos entre o desenho universal para aprendizagem e o pensamento complexo. Paradigma, 46(1), pp. 1-25.
Gómez, A. C., Hurtado, I. G., Rodríguez, N. C., & González, L. C. C. (2025). Diseño de una tarea de formación inicial de docentes de primaria para la construcción de conocimiento especializado sobre la enseñanza inclusiva de la generalización. Paradigma, 46(1), pp. 1-27.
Libâneo, J. C. (1992). Os significados da educação, modalidades de prática educativa e a organização do sistema educacional. Inter-Ação, 16(2), pp. 67-90.
Louro, G. L. (1997). Mulheres na sala de aula. In Priore, Mary Del; Bassanezi, Carla (Org). História das mulheres no Brasil. São Paulo: Contexto (pp. 443-481).
Méndez, N. P. (2022). As mulheres e o trabalho intelectual: uma longa história de interdições. In D. Karpowicz, M. Karawejczyk, & M. R. Freitas (Orgs.), Mulheres fazendo história: da invisibilidade ao protagonismo. (pp. 42-66). Pembroke Collins.
Merriam, S. B.; Tisdell, E. J. (2016). Qualitative research: a guide to design and implementation. 4. ed. San Francisco: Jossey-Bass.
Miorim, M. A. (1998). Introdução à história da educação matemática. São Paulo: Atual.
Pachêco, F. F. F., & Silva, A. S. (2020). O estudo de geometria nos anos iniciais do ensino fundamental a partir dos parâmetros para educação básica do estado de Pernambuco: um olhar sob a ótica da teoria de Van Hiele. Revista Paranaense de Educação Matemática, 8(17), pp. 475–492.
Ribeiro, M., Silva, C., & Menezes, S. (2025). Conhecimento matemático especializado do professor no âmbito da transformação geométrica isométrica reflexão e da simetria: elementos críticos para uma prática interpretativa. Paradigma, 46(1), pp. 1-25.
Seduc. Secretaria da Educação do Estado de São Paulo. (2025). Soma das medidas dos ângulos internos de um triângulo – Parte 1 e Parte 2. Material digital para professores da rede estadual de ensino, 9º ano do Ensino Fundamental, 2º bimestre, aulas 2 e 3. São Paulo: SEDUC-SP.
Silva, E. J. S., & Rodrigues, R. F. (2025). Uma investigação histórica do Ensino de Geometria no Brasil. Revista Baiana de Educação Matemática, 6(1), pp. 1–27.
Shimada, M. F. P. H., Komuro, L. S. F., & Mattos, A. R. (2024). A legalidade da educação inclusiva frente ao neoliberalismo. Revista Jurídica Luso-brasileira, 10(5), pp. 921-943.
Solar, C. (1995). An inclusive pedagogy in mathematics education. Educational Studies in Mathematics, 28(3), pp. 311-333.
Souza, M. C.; Reis, F., & Fonseca, M. C. F. R. (2024). Relação de gênero, educação matemática e discurso: enunciados sobre mulheres, homens e matemática. Belo Horizonte: Autêntica Editora.
Thiollent, M. (2025). Metodologia da pesquisa-ação. São Paulo: Cortez Editora.
Unesco (2020). Paper commissioned for the 2020 Global Education Monitoring Report, Inclusion and education. Documento ED/GEMR/MRT/2020/P1/8
Urrutia, M. C. M., & Laguna, F. E. D. (2025). Conocimiento especializado para la enseñanza de la optimización del área de un rectángulo, que construyen profesores en formación a través de un estudio de clases. Paradigma, 46(1), pp. 1-19.
Downloads
Published
Métricas
Visualizações do artigo: 492 PDF (Português (Brasil)) downloads: 376
How to Cite
Issue
Section
License
Copyright (c) 2026 Airan Carvalho dos Santos, Elton de Andrade Viana

This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International License.
Deprecated: json_decode(): Passing null to parameter #1 ($json) of type string is deprecated in /home1/revis019/public_html/plugins/generic/citations/CitationsPlugin.inc.php on line 49

English
Español (España)
Français (France)
Português (Brasil)



















































