Formação liofilizada de professores: neoliberalismo e educação escolar no contexto brasileiro contemporâneo
DOI:
10.37618/PARADIGMA.1011-2251.2026.e2026017.id1818Palavras-chave:
Neoliberalismo, Educação Escolar, Formação de Professores, Formação LiofilizadaResumo
Contexto: Este manuscrito procura evidenciar determinados aspectos sobre as especificidades vigentes do capitalismo contemporâneo e suas implicações no processo formativo escolar, tendo em vista principalmente a formação de professores. O recorte estabelecido conjuga-se na condição de conciliação da formação de professores e, por conseguinte, do próprio aluno no contexto escolar, aos consensos e apaziguamento social. Objetivo: Perquirir criticamente princípios hegemônicos para a formação de professores em tempos neoliberais, principalmente no que tange aos elementos de cunho didático-pedagógico. Justificativa: O estudo parte de resultados obtidos de uma pesquisa que abordou, enquanto argumento teórico, as implicações da função pedagógica do professor no âmbito do trabalho educativo, tendo em vista o desenvolvimento da concepção de mundo crítica do aluno, especialmente considerando a importância do conhecimento historicamente sistematizado. Metodologia: Por meio de uma pesquisa teórico-bibliográfica, apoiou-se em pressupostos da concepção de educação histórico-crítica, com o intuito de evidenciar aspectos onto-filosóficos sobre o vigente modo de produzir a existência humana, e por consequência, em pressupostos de uma concepção de educação contra-hegemônica. Resultado: Constatou-se que o processo formativo do professor, direcionado para a lógica neoliberal, influenciado pela via da mercadorização da educação e chancelado por políticas educacionais vigentes no contexto brasileiro, corrobora, em suas especificidades, para uma formação pragmática e flexível, enfim, liofilizada. Por consequência, contribui, da mesma maneira, para a formação do indivíduo inserido na educação escolar. Reflexões Gerais: A materialidade dessa formação institui um princípio basilar do neoliberalismo, que se configura na hiperindividualização do indivíduo, ou seja, em um constante processo de naturalização da exclusão, do “aprender a aprender” diante de uma sociedade em constante mudança, especialmente, na mobilização de competências cognitivas e competências socioemocionais, forjando um senso comum neoliberal. Prospectiva: Propõe-se para uma formação de professores balizada pelo conhecimento historicamente sistematizado em detrimento do conhecimento cotidiano, pautado pelo senso comum neoliberal.Downloads
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